O crescimento das novas formas de energia sustentável no Brasil

Atualmente, o país ocupa o décimo primeiro lugar no ranking mundial de energias renováveis e o terceiro lugar no ranking de energias alternativas, sendo o líder na América Latina.



As fontes renováveis de energia são aquelas que se utilizam de recursos naturais disponíveis na natureza durante um longo período e se renovam em um curto espaço de tempo. Como exemplo de energias renováveis, temos as grandes hidrelétricas e termelétricas, que são consideradas fontes convencionais. Há também as fontes alternativas, como a energia eólica, a solar, a geotérmica e a biomassa (queima de bagaço de cana, por exemplo).


Essas fontes alternativas podem apresentar algumas vantagens diante das convencionais: consideradas limpas e inesgotáveis, elas produzem menos impactos negativos no meio ambiente, oferecem poucos riscos e diminuem a dependência energética do atual modelo energético mundial.


Mas e o Brasil? Como o país está lidando com a questão das fontes renováveis e alternativas? É isso que veremos neste artigo.


No Brasil, uma grande parcela de fontes de energia é composta de recursos renováveis. Nosso país possui um enorme território, com clima favorável, riquezas naturais e solo fértil, fatores responsáveis pelo poder de superar a demanda de energia estimada para as próximas três décadas.

Na questão de produção de energia elétrica, a geração hídrica sempre esteve na liderança. Há cerca de dez anos atrás, o total de energia gerada pelas hidrelétricas no mundo ainda era quatro vezes maior do que as capacidades solar e eólica juntas. No entanto, uma transformação mundial no setor ocorreu a pouco tempo, e no Brasil não foi muito diferente. As fontes alternativas seguem se expandindo em solos brasileiros, fazendo com que o país ganhe espaço no ranking de maiores geradores.

Previsões indicam um caminho de crescimento e maior destaque para a fonte solar no futuro da geração elétrica brasileira: segundo dados do último levantamento da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), mais energia solar já é produzida no país do que a energia advinda de usinas a carvão. Em 2021, o Brasil entrou para o grupo das 20 principais nações produtoras de energia fotovoltaica, ocupando a 16º posição. O país é o único da América Latina que se destacou como um dos grandes geradores de energia solar.

Além dessa transição do setor elétrico, a energia solar também traz empoderamento ao próprio consumidor. A possibilidade de instalar placas em telhados de casas, empresas e outros imóveis, fez com que os brasileiros que tivessem condições de adquirir painéis particulares pudessem driblar a inflação energética e reduzir a conta em até 95%.

De acordo com o último planejamento elaborado pelo Ministério de Minas e Energia (MME), até 2029 a participação das energias solar e eólica irá aumentar, enquanto a de hidrelétricas irá cair.

O avanço da energia eólica no Brasil também é cada dia mais perceptível. As condições naturais do país favorecem a implantação de usinas em boa parte da costa territorial e projetos offshore (fora da costa, como turbinas instaladas no mar). Atualmente o Brasil é o sétimo país com mais capacidade instalada de energia gerada por meio dos ventos. Isso representa mensalmente quase 30 milhões de lares brasileiros sendo abastecidos com este tipo de energia limpa, que é a segunda principal fonte de energia elétrica no país.

O Brasil também alcançou em 2021 uma boa colocação do Índice de Atratividade de Países em Energia Renovável (RECAI): a 9° posição, à frente de países como Dinamarca e Canadá. Alguns fatores explicam essa conquista. Entre eles, maior incentivo público e melhoria nas regras referentes ao setor de fontes alternativas renováveis, câmbio favorável para investimentos internacionais e demanda interna por fontes alternativas.

Apesar de todos estes avanços e toda movimentação positiva no setor de energias renováveis, ainda há muito a se fazer para que tanto a população quanto a indústria e demais serviços tenham acesso à energia limpa, confiável e de baixo custo.

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Edição e revisão: Bibiana Rauber

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