Tendências na área da economia verde

Saiba o que é a economia verde e como ela se relaciona com as tendências para os próximos anos no setor ambiental


Economia verde é um termo que se popularizou por volta de 2008 quando o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) criou a Iniciativa Economia Verde (GEI).


O que é a Economia Verde?


A Iniciativa Economia Verde busca incentivar políticos a apoiar investimentos ambientais que proporcionem um desenvolvimento sustentável. Na conferência Rio+20, em 2012, a iniciativa foi apontada como mecanismo para os governos desenvolverem uma economia sustentável e visarem a erradicação da pobreza. A ONU Meio Ambiente aponta a economia verde como: “aquela que resulta em melhoria do bem-estar humano e equidade social, ao mesmo tempo em que reduz significativamente os riscos ambientais e a escassez ecológica.”


Um primeiro momento que encaminhou os países na adoção do método de economia verde foi a proposta de baixo carbono, quando os países se comprometeram a criar políticas de redução da emissão de gases de efeito estufa usando produção de energia limpa, controle de recursos naturais e produção circular. Todas essas novas formas de fazer economia devem beneficiar aspectos sociais, ambientais, econômicos e saúde. Neste sentido, a economia verde atua na integração e expansão de empregos e rendas, bem como providenciar a prosperidade social em longo prazo.


Reprodução: unep.org / Objetivos de Desenvolvimento Sustentável


Segundo a PNUMA os objetivos de Desenvolvimento sustentável que se enquadram na política de economia verde diretamente são: Sem pobreza (1), Trabalho decente e crescimento econômico (8), Indústria inovação e infraestrutura (9), Cidades e comunidades sustentáveis (11) e Consumo e produção sustentáveis (12).


Objetivo 1 - Sem pobreza: A economia verde pode proporcionar o retardamento de mudanças climáticas que afetam e viabilizam desastres naturais, estes que expõem a vulnerabilidade da população mais pobre, complicando a sobrevivência e os meios de subsistência.


Objetivo 8 - Trabalho decente e crescimento econômico: O meio ambiente é um dos principais apoios do crescimento econômico por ser base e matéria-prima de diversos produtos. Com uma economia sustentável a utilização de recursos naturais durará mais tempo e com menos prejuízos à saúde.


Objetivo 9 - Indústria, inovação e infraestrutura: Foca em desenvolver infra estruturas e oportunidades sustentáveis que beneficiem países em desenvolvimento, expandindo indústrias sustentáveis e maximizando o uso de tecnologias amigas do meio ambiente.


Objetivo 11 - Cidades e comunidades sustentáveis: Planejamento de urbanização inclusiva, acessível e sustentável mantendo patrimônios históricos, reduzindo o impacto ambiental de obras urbanas, dando atenção a qualidade do ar, do transporte e da saúde da população.


Objetivo 12 - Consumo e produção sustentáveis: Atentar-se aos limites biofísicos do planeta, retardar a escassez de matérias-primas e insumos importantes. Busca uma economia circular a fim de que as produções sejam pensadas na reutilização, reciclagem e remanufaturamento. Tentativa também de reduzir a emissão de gases tóxicos, resíduos poluentes e excessos de lixo.


Emissão de gases poluentes


Quais as tendências atuais para a Economia Verde?

No Brasil, o Plano Setorial de Adaptação e Baixa Emissão de Carbono na Agropecuária (ABC +) estipulou que até 2030 o setor agropecuário deverá reduzir em 1,1 bilhão de toneladas a emissão de carbono. O plano ABC + é uma segunda etapa da do plano ABC que esteve em vigência entre 2010-2020, este que superou a meta estabelecida em 46,5%. A nova edição do plano quer incentivar a regularização ambiental, a execução do Código Florestal e a preservação da fauna e flora da região. Para tais objetivos novas tecnologias serão implantadas, tais como bioinsumos, novos sistemas de irrigação e terminação bovina.


No que se fala de tendências internacionais podemos relembrar a COP 26, realizada no ano passado (2021) em Glasgow, Escócia. A COP é uma Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, nela são discutidas alterações e mudanças de políticas que viabilizem a preservação ambiental a fim de impedir e reduzir as mudanças climáticas. Em termos específicos, o acordo assinado na conferência prevê que os países concordantes invistam em medidas a fim de não deixar que o planeta aumente sua temperatura global superior a 1,5ºC.


Mais recentemente, em fevereiro deste ano, houve a Cúpula One Ocean em Brest, na França, nela 11 países se uniram pela Nova Economia do Plástico. Esta configuração de encontro foi uma parceria da Fundação Ellen MacArthur com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma). A ideia que surgiu desse encontro confirma o interesse e a disponibilidade de nações trabalharem em conjunto para reduzir e/ou cessar a poluição por plásticos, possibilitando uma economia circular desses polímeros. Um relatório do Pnuma indica que se essa abordagem for implantada de forma eficaz até 2040 poderemos reduzir mais de 80% dos plásticos que chegam aos oceanos.


Além dessas, muitas outras iniciativas privadas ou públicas tem se popularizado, ainda mais quando o termo Economia Verde vem sendo tão abordado nas conferências e reuniões. Se você se interessa por economia, sustentabilidade e mercado exterior, venha conferir mais informações, entre em contato com a Atlântica!


 

Revisão: Bibiana Rauber

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